Após o trágico acidente envolvendo um helicóptero Black Hawk e um avião da American Airlines em Washington, em 29 de janeiro de 2025, começaram a circular nas redes sociais publicações falsas, alegando que o piloto do helicóptero era uma mulher transgênero. A falsa identificação associou a tragédia a questões políticas relacionadas a políticas de inclusão, especialmente aquelas defendidas pelos ex-presidentes Barack Obama e Joe Biden. A alegação de que o piloto seria uma pessoa trans, em específico Jo Ellis, foi desmentida por diversos veículos de comunicação e pela própria Ellis, que se pronunciou nas redes sociais, afirmando estar viva e sem vínculo com o acidente.
Além disso, o presidente Donald Trump, em um pronunciamento, fez declarações sem evidências, acusando políticas de diversidade e inclusão de enfraquecerem os padrões de segurança da aviação. Ele sugeriu que a promoção de políticas de diversidade no setor aéreo, como as iniciadas sob os mandatos de Obama e Biden, foram responsáveis pela tragédia. No entanto, essas alegações não foram confirmadas e foram desmentidas por especialistas, que destacaram a falta de provas que ligassem as políticas de inclusão ao desastre.
A checagem dos fatos revelou que as três pessoas a bordo do helicóptero não tinham relação com a identidade transgênero mencionada nas publicações falsas. O piloto real do helicóptero era a capitã Rebecca M. Lobach, e o nome de Jo Ellis, mencionado nas fake news, não tinha nenhuma relação com o acidente. A propagação de informações falsas gerou confusão e desinformação, prejudicando as famílias envolvidas e distorcendo os fatos.