Ao longo de sua carreira, Henri Matisse teve uma forte relação com sua filha Marguerite, que se tornou sua modelo mais recorrente. Em várias obras, o pintor a retratou em momentos de intimidade, seja lendo, descansando ou dormindo, frequentemente com um traje que cobria uma cicatriz visível em seu pescoço. Uma das pinturas mais emblemáticas de Matisse a apresenta segurando um gato preto, uma imagem que ficou marcada como uma das mais famosas de sua obra.
Marguerite passou por experiências traumáticas durante sua vida, incluindo a superação de uma doença grave e sofrimentos infligidos durante a ocupação nazista. Mesmo diante desses desafios, ela manteve uma relação próxima com seu pai, servindo de inspiração para muitas de suas criações mais significativas. Sua presença nos trabalhos de Matisse não se limita à beleza, mas também à reflexão sobre sua trajetória de vida e as dificuldades que enfrentou.
Atualmente, uma exposição no Musée d’Art Moderne reexamina o legado dessa relação entre pai e filha, destacando Marguerite não apenas como musa de Matisse, mas também como uma mulher resiliente diante das adversidades. A mostra é uma oportunidade para entender melhor a profundidade dessa conexão, que vai além das telas, abordando tanto o impacto pessoal quanto artístico que ela teve na obra de um dos maiores nomes da arte moderna.