O ex-ministro da Justiça, Anderson Torres, solicitou um novo depoimento à Polícia Federal (PF) no contexto das investigações sobre uma suposta trama golpista no Brasil. Além disso, a defesa de Torres pediu que o ex-comandante do Exército e o ex-comandante da Força Aérea Brasileira sejam novamente interrogados. Em sua solicitação, Torres também requisitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que a PF realize uma acareação entre ele e duas testemunhas do caso, a fim de esclarecer possíveis contradições nos depoimentos.
A defesa de Torres propôs uma série de questionamentos para o novo depoimento, abordando questões relacionadas à sua ausência em reuniões onde medidas antidemocráticas teriam sido discutidas e à sua suposta colaboração jurídica com o ex-presidente. Além disso, o general Freire Gomes, considerado uma peça chave na investigação, teve papel relevante em esclarecer alguns pontos, com depoimentos longos e detalhados sobre o conteúdo de uma reunião no Palácio da Alvorada, onde um possível plano golpista teria sido debatido.
O ex-ministro foi indiciado pela PF como parte de um grupo investigado por suposto planejamento de golpe de Estado. Segundo as investigações, ele faria parte do núcleo jurídico responsável por um decreto relacionado a esse plano. Torres nega todas as acusações, e o caso segue sendo analisado pela Polícia Federal e pelo Supremo Tribunal Federal.