O ex-deputado federal Daniel Silveira foi formalmente acusado após a Justiça Federal aceitar uma denúncia do Ministério Público Federal (MPF) sobre o caso envolvendo dois celulares encontrados em sua posse durante uma prisão em 2022. Silveira ficou detido por cerca de 40 horas em uma delegacia da Polícia Federal (PF), onde, segundo o MPF, ingressou com dois aparelhos celulares sem a devida autorização. Durante uma inspeção na Sala de Estado-Maior onde ele estava detido, os dispositivos foram encontrados na mala do ex-parlamentar.
Em 2023, três assessores de Silveira foram inicialmente acusados de entregar os celulares a ele, mas foram absolvidos das acusações. O MPF relatou que as câmeras de segurança do local registraram os momentos em que os aparelhos foram entregues, sendo um por um assessor pela manhã e outro à noite. Além disso, foi dito que Silveira não foi revistado ao ser preso, o que levantou questionamentos sobre como ele conseguiu portar os celulares sem ser interceptado.
Silveira, por sua vez, negou envolvimento de seus assessores e policiais na entrada dos celulares, e afirmou que já havia chegado à PF com os dispositivos em mãos. Em seu depoimento, o ex-deputado explicou que os aparelhos eram utilizados para tentar articular com outros parlamentares a revogação de sua prisão, e alegou que não houve intenção de ocultar nada. A defesa do ex-deputado e os testemunhos de agentes policiais, no entanto, geraram discussões sobre as circunstâncias da detenção e da entrada dos celulares no local.