O governo de Donald Trump adotou uma postura ideológica ao criticar o Brasil por decisões relacionadas ao bloqueio de redes sociais americanas no país. A crítica veio do Departamento de Estado dos EUA, que qualificou a decisão judicial brasileira como uma forma de censura, incompatível com os valores democráticos, como a liberdade de expressão. Essa situação está ligada a um contexto mais amplo, envolvendo a postura das Big Techs, que se opõem a regulamentações e taxações em vários países, incluindo o Brasil.
A crítica dos EUA, no entanto, se concentra principalmente na visão de que o ex-presidente Jair Bolsonaro seria alvo de perseguição política, uma narrativa defendida por grupos de direita tanto no Brasil quanto no exterior. O governo Trump, ao abraçar essa linha de pensamento, busca apoiar forças políticas que compartilham uma visão conservadora, o que inclui a defesa de figuras políticas alinhadas à direita em diversos países. Além disso, a crítica se insere em uma disputa ideológica mais ampla que envolve a regulação das grandes plataformas digitais e sua influência sobre a política mundial.
A situação também reflete as tensões geopolíticas mais amplas, com o governo Trump vendo o Brasil como parte de um movimento que visa enfraquecer a posição do dólar e ajudar a China em disputas internacionais. Essa relação complexa, marcada por questões ideológicas e econômicas, tende a aprofundar-se à medida que os Estados Unidos continuam a adotar uma postura firme em relação a temas políticos e comerciais envolvendo o Brasil.