O governo dos Estados Unidos negou que o diálogo entre Donald Trump e Vladimir Putin, visando uma resolução para o conflito na Ucrânia, seja uma traição ao país, embora tenha gerado desconforto entre os aliados europeus. A discussão entre Trump e Putin ocorreu em uma tentativa de encerrar a guerra iniciada com a invasão russa em 2022, mas a exclusão da Ucrânia nas negociações foi um ponto de fricção para os países da Otan, que defendem que qualquer conversa sobre a Ucrânia deve incluir o país diretamente.
Os aliados da Otan, especialmente na Europa, expressaram descontentamento com a forma como os Estados Unidos conduziram a iniciativa sem garantir a participação da Ucrânia. Diversos líderes europeus, incluindo os de Alemanha, França e Reino Unido, enfatizaram que as negociações sobre o futuro da Ucrânia não podem acontecer sem sua presença e que um acordo sem a participação europeia seria insustentável. A Alemanha e outros países também se mostraram preocupados com as concessões feitas pelos Estados Unidos antes da formalização de uma mesa de negociações.
A China, por sua vez, acolheu positivamente a comunicação crescente entre EUA e Rússia, afirmando que o diálogo é essencial para resolver a crise ucraniana. Enquanto isso, em Moscou, o Kremlin demonstrou interesse em uma rápida organização de um encontro entre Trump e Putin, sugerindo até mesmo a Arábia Saudita como possível local para a reunião. A falta de consenso sobre a maneira de conduzir as negociações continua a ser um ponto de divisão entre as potências globais, com a segurança da Ucrânia sendo uma preocupação central para os aliados da Otan.