No Espírito Santo, 18 Escolas Família Agrícola (EFA) desempenham um papel importante na formação de jovens que vivem no interior do estado e desejam continuar no campo. Com foco na sucessão familiar e no fortalecimento do agronegócio local, essas escolas utilizam a pedagogia da alternância, um método francês que alia teoria e prática. As unidades oferecem educação básica, como Português, Matemática e História, com ênfase em práticas agrícolas que resolvem problemas da comunidade rural, como a gestão da seca e o controle de pragas.
Essas escolas buscam fornecer conhecimentos modernos e tecnologias para que os alunos possam aplicar diretamente nas propriedades rurais. Reginaldo Drago Lovati, diretor da EFA de Alfredo Chaves, explica que os estudantes se revezam entre a escola e suas casas, implementando o aprendizado nas atividades diárias. Um exemplo de sucesso é o estudante Kaic Valiat, que aplica novas técnicas agrícolas no cultivo de bananas em sua propriedade. Histórias como a de Luan Fardin, que aumentou a produtividade de inhame na sua propriedade, ilustram a eficácia da metodologia.
As EFAs estão distribuídas por diversas regiões do estado, com destaque para as áreas Norte e Sul. Todas as unidades, exceto a Escola Família de Turismo (EFTUR), funcionam em regime de semi-internato, com alunos alternando semanas de aula e prática. Essas escolas são mantidas por parcerias entre o Movimento de Educação Promocional do Espírito Santo (Mepes), o governo estadual e as prefeituras locais, promovendo a educação de qualidade e a sustentabilidade no campo.