Em Torres, no Rio Grande do Sul, um caso de envenenamento com arsênio levou à morte de três pessoas e deixou outras em estado grave após consumirem um bolo preparado em uma reunião familiar. A suspeita das investigações recaiu sobre uma mulher da família, que teria adulterado a farinha do bolo com veneno. O encontro aconteceu no dia 23 de dezembro, e das sete pessoas presentes, apenas uma não ingeriu o doce. As vítimas fatais foram identificadas como familiares da mulher responsável pela preparação do bolo.
A polícia descobriu que a suspeita de envenenamento teria agido de forma premeditada, tendo envenenado a família anteriormente, em agosto, com leite contaminado. Investigadores encontraram pesquisas feitas pela suspeita sobre venenos e substâncias tóxicas na internet, indicando um planejamento criminoso. Durante a investigação, a sobrevivente do envenenamento relatou que demorou a acreditar no envolvimento de um familiar, apesar dos alertas recebidos.
A acusada foi presa em janeiro, mas foi encontrada morta na prisão em fevereiro, em um aparente suicídio. Antes de sua morte, ela deixou uma série de bilhetes e mensagens em desabafo, nos quais se dizia inocente e relatava sofrer de depressão devido ao que considerava ser um sofrimento injusto. As autoridades agora investigam o conteúdo dessas mensagens para entender melhor o contexto de seus últimos dias.