O dólar perdeu força nesta terça-feira, 11, frente à maioria das moedas, especialmente no final da tarde, em meio a rumores sobre uma possível troca de território entre Ucrânia e Rússia, conforme declaração de seu presidente, Volodymyr Zelensky. Embora os motivos exatos da queda da moeda americana não fossem claros, esse movimento coincidiu com especulações sobre negociações de paz, além da expectativa para a divulgação do índice de inflação ao consumidor de janeiro, prevista para o dia seguinte. O mercado também digeria declarações do presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, que reforçou que o banco central dos EUA não tem pressa para reduzir a taxa de juros no curto prazo.
O índice DXY, que mede o dólar frente a outras moedas, registrou uma queda de 0,33%, marcando 107,963 pontos. A moeda europeia se apreciou diante do dólar, com o euro cotado a US$ 1,0370 e a libra a US$ 1,2449. Em contraste, o dólar continuou firme frente ao iene japonês, com cotação de 152,57 ienes. A desvalorização da moeda americana também seguiu a um contexto mais amplo de expectativas relacionadas a tarifas sobre importações de aço e alumínio, anunciadas pelo presidente dos EUA, Donald Trump, e confirmadas após o fechamento do mercado.
Na quarta-feira, 12, será divulgado o índice de preços ao consumidor (CPI) de janeiro. A expectativa é que o índice tenha subido 0,3% em comparação com dezembro, o que representaria uma desaceleração em relação à variação de 0,4% no mês anterior. No comparativo anual, a previsão é de alta de 2,9%, ainda acima da meta do Fed. No entanto, os analistas não acreditam que esses números alterem a política monetária no curto prazo, uma vez que o Fed aguarda sinais de esfriamento no mercado de trabalho, moderação na inflação subjacente e maior clareza sobre as políticas fiscais antes de considerar a retomada dos cortes nas taxas de juros.