O dólar iniciou o dia 12 de fevereiro com uma leve tendência de alta, mas passou a cair moderadamente em relação ao real, acompanhando a fraqueza frente outras divisas emergentes, especialmente com a alta do minério de ferro. O mercado também absorveu dados de serviços no Brasil, que apresentaram resultados mais fracos do que o esperado. Em dezembro, a queda de 0,5% no volume de serviços, em comparação com novembro, foi abaixo da expectativa de 0,1%, o que gerou um viés de baixa nos juros futuros. No entanto, o crescimento anual de 2,4% superou as previsões.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva falou sobre o ritmo das políticas monetárias, defendendo que é preciso dar tempo ao novo presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, para reduzir a taxa de juros. Em suas declarações, Lula ressaltou que o ajuste nas taxas não pode ser feito de forma abrupta, criticando a gestão anterior. O mercado também acompanha possíveis impactos das políticas tarifárias dos EUA, com o governo brasileiro analisando as consequências das novas tarifas sobre aço e alumínio, que entram em vigor em março.
Além disso, o mercado aguarda com atenção os dados do Índice de Preços ao Consumidor dos EUA (CPI), que devem ser divulgados às 10h30, com expectativa de impacto moderado nas projeções sobre os juros do Federal Reserve. Também são esperados discursos de importantes autoridades, como Jerome Powell, presidente do Fed, e Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central brasileiro. Enquanto isso, o governo brasileiro continua a ajustar suas previsões fiscais para 2025, com um aumento na estimativa de economia com o pacote fiscal.