Na manhã desta terça-feira (25), dois homens foram presos em flagrante enquanto realizavam o pagamento de uma parcela de um terreno ilegalmente ocupado em área de preservação permanente, próxima à Represa de Capim Branco. A negociação do imóvel, avaliado em R$ 800 mil, era conduzida por um agiota, e o terreno já estava sendo monitorado pela Polícia Militar de Meio Ambiente devido a suspeitas de ocupação irregular. A operação resultou na apreensão de mais de 300 papelotes de cocaína, uma arma, munições e R$ 15 mil em dinheiro.
O terreno, situado em uma área de proteção ambiental, estava sendo adquirido de forma ilegal e fazia parte de um esquema de venda de lotes clandestinos. Além da irregularidade ambiental, as autoridades também identificaram a presença de drogas e armamentos no momento da abordagem. Um outro indivíduo já havia sido preso no local em 2024 pelo mesmo motivo, o que reforça o caráter recorrente da prática criminosa na região.
A Polícia Militar de Meio Ambiente segue investigando a atuação de agiotas e a ocupação ilegal de terras em áreas de preservação, especialmente em Uberlândia e arredores, onde também têm sido registrados casos de intervenções florestais ilegais e corte de árvores sem autorização. A operação destaca a crescente preocupação com crimes ambientais e o tráfico de drogas, que continuam a ser monitorados pelas forças de segurança.