Em 2024, a dívida pública do governo federal brasileiro ultrapassou R$ 7,3 trilhões, o que representa um aumento de 12,2% em relação ao ano anterior. Isso implica que, se a dívida fosse dividida igualmente entre a população de 212,6 milhões de brasileiros, cada cidadão teria que pagar cerca de R$ 34,4 milhões para quitá-la. No entanto, a projeção para 2025 é que a dívida possa chegar a R$ 8,5 trilhões, o que elevaria essa cifra para quase R$ 40 milhões por habitante.
Esse aumento na dívida pública tem implicações diretas na economia do país, podendo afetar a capacidade do governo de financiar serviços essenciais como saúde, educação e infraestrutura. O governo utiliza instrumentos financeiros, como a emissão de títulos públicos, para tentar controlar e estabilizar essa dívida, incluindo opções pré-fixadas, pós-fixadas e atreladas ao câmbio. Além disso, o governo possui uma reserva de liquidez que ajuda a suavizar o impacto da dívida sobre o orçamento.
Embora a dívida pública brasileira tenha alcançado níveis recordes, o governo ainda possui um colchão financeiro de cerca de 7% do PIB, o que é considerado acima do nível prudencial. Isso permite ao governo continuar honrando seus compromissos sem causar impactos tão severos nas finanças públicas. Contudo, o crescimento da dívida poderá levar a medidas como o aumento de impostos ou a redução de investimentos em áreas essenciais, afetando a qualidade dos serviços prestados à população.