Em 2022, o Brasil contava com 553.538 pessoas graduadas em Medicina, com uma grande predominância de brancos (75,5%) entre os formados. Negros (pretos e pardos) representavam 22% dos graduados na área, refletindo a desigualdade racial que também se observa em outros cursos de nível superior, como Odontologia e Economia, que apresentam proporções semelhantes de graduados brancos. A distribuição entre homens e mulheres na Medicina é praticamente equilibrada, mas a presença de negros, especialmente em áreas como Engenharia e Enfermagem, segue sendo desproporcionalmente baixa.
Além da disparidade racial, o Censo de 2022 revelou desigualdades geográficas na distribuição de médicos. O Distrito Federal possui a maior concentração de médicos por habitante, enquanto no Maranhão essa proporção é significativamente menor. A distribuição de graduados por raça e gênero também varia bastante entre os cursos. Embora o número total de pessoas com ensino superior tenha triplicado nas últimas duas décadas, a presença de negros e pardos no ensino superior é consideravelmente inferior à de brancos, com os primeiros representando apenas uma parcela significativa em áreas como Serviço Social e Teologia.
No recorte por gênero, as mulheres são maioria no ensino superior, com 15,3 milhões de graduadas, superando os 10,4 milhões de homens. No entanto, as escolhas de áreas de graduação entre homens e mulheres ainda são marcadas por estereótipos de gênero. As mulheres dominam cursos nas áreas de Saúde e Ciências Sociais, enquanto a presença feminina em áreas como Engenharia e Tecnologia continua limitada. A desigualdade racial também se reflete em um número maior de negros graduados em Serviço Social e Teologia, enquanto em outras áreas a presença de negros ainda é restrita.