Brady Corbet, diretor do aclamado filme sobre um arquiteto húngaro na América pós-Segunda Guerra, compartilhou publicamente suas dificuldades financeiras durante a temporada do Oscar. Apesar do sucesso crítico de sua obra, que possui uma duração de três horas e meia, Corbet revelou que não obteve nenhum retorno financeiro pela produção. Ele destacou que, além de sua situação pessoal, muitos de seus colegas indicados também enfrentam dificuldades semelhantes.
O cineasta de 36 anos, que está entre os principais nomes da temporada, enfatizou a discrepância entre a visibilidade e o sucesso artístico em comparação com as dificuldades financeiras enfrentadas pelos profissionais da indústria. Segundo Corbet, o modelo financeiro que sustenta muitos projetos de grande porte, incluindo os indicados ao Oscar, muitas vezes não gera lucros diretos para os cineastas envolvidos, especialmente os mais novos ou com produções de nicho.
A declaração de Corbet ilustra uma realidade pouco discutida nos bastidores da indústria cinematográfica, onde, embora os filmes alcancem reconhecimento e prêmios, os diretores nem sempre são recompensados financeiramente de forma proporcional ao sucesso crítico e à notoriedade conquistada. A situação destaca os desafios enfrentados por artistas em um sistema econômico que, muitas vezes, não reflete a arte produzida.