As turfeiras, apesar de ocuparem apenas 3% do território terrestre, são responsáveis por armazenar mais carbono do que todas as florestas do mundo. No entanto, essas áreas estão sendo ameaçadas pela ação humana, com atividades como a agricultura e a mineração, que drenam os pântanos e liberam grandes quantidades de dióxido de carbono na atmosfera. Esse processo tem implicações devastadoras para as metas de combate às mudanças climáticas.
Um estudo recente alertou sobre o risco que a destruição das turfeiras representa para o equilíbrio climático global. O carbono liberado pela degradação dessas áreas é tão significativo que, se as turfeiras fossem um país, seriam responsáveis pelas emissões de CO2 equivalentes ao quarto maior poluidor mundial, ficando atrás apenas da China, Estados Unidos e Índia. A preservação desses ecossistemas é essencial para evitar a superação dos limites de aquecimento global.
Apesar da importância das turfeiras, a proteção dessas áreas ainda é insuficiente, o que aumenta o risco de seu desaparecimento irreversível. As políticas públicas e as ações de preservação precisam ser intensificadas para garantir que essas áreas continuem a cumprir seu papel vital no combate às mudanças climáticas e na regulação do clima global.