O desembargador Orlando Perri, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, se pronunciou em defesa do pagamento do vale-peru de R$ 8 mil concedido a todos os servidores da Corte estadual em dezembro. Ele ressaltou que o Tribunal foi novamente reconhecido com o Selo Ouro, um prêmio concedido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) aos tribunais que se destacam em governança e transparência. Perri argumentou que o pagamento visava premiar os servidores pela produtividade e pelo esforço para obter o selo, destacando que outros tribunais também adotaram medidas semelhantes.
A decisão de conceder o vale-peru, que também beneficiou juízes com um valor de R$ 10 mil, gerou polêmica e críticas. O corregedor nacional de Justiça, ministro Mauro Campbell, determinou que os servidores e juízes devolvessem os valores pagos. Embora os juízes tenham acatado a ordem, os servidores recorreram ao Supremo Tribunal Federal (STF) por meio do sindicato, alegando que agiram de boa-fé ao receber os valores.
Perri, que é um dos desembargadores mais experientes do estado, defendeu a boa-fé da então presidente do TJ, desembargadora Clarice Claudino Silva, afirmando que ela seguiu a prática adotada por outros tribunais. Para o desembargador, não é justo sacrificar apenas o Tribunal de Justiça de Mato Grosso, pois outras instituições também concederam bônus semelhantes aos seus servidores, e a intenção foi reconhecer o esforço coletivo.