Daniel Manzioni, pioneiro no carnaval de São Paulo, anunciou sua despedida após 18 anos como rei de bateria da Acadêmicos do Tatuapé. Com 50 anos, ele dedicou-se ao samba paulista por três décadas e conquistou reconhecimento internacional como o primeiro homem a ocupar a posição de rei de bateria no Guiness Book. A decisão de deixar o cargo em 2025 veio após uma carreira marcada pelo profissionalismo, respeito e a busca por um samba inclusivo, onde o destaque não era pessoal, mas coletivo.
Além de sua contribuição para o samba, Manzioni enfrentou muitos desafios ao longo de sua trajetória, incluindo preconceitos relacionados ao seu papel em uma função tradicionalmente feminina no carnaval. No entanto, sua postura de humildade e dedicação ao trabalho coletivo ajudaram a abrir portas para outros homens e artistas, ampliando a diversidade no samba paulista. Sua saída também é motivada pela necessidade de cuidar de sua mãe e de se dedicar a novos projetos artísticos, incluindo sua carreira de artesão.
O último desfile de Manzioni no sambódromo de São Paulo será em 2025, mas ele já demonstrou que, apesar da despedida, não se afastará completamente do samba. A escola de samba Tatuapé continuará sendo uma parte fundamental de sua história, e ele deixa um legado de respeito, carisma e amor ao samba, com a expectativa de que sua contribuição inspire as futuras gerações do carnaval.