A Ucrânia enfrenta um momento decisivo em sua luta contra a Rússia, enquanto autoridades americanas iniciam negociações diretas com Moscou, sem a participação de Kiev. Durante uma reunião de líderes europeus em Paris, a surpresa tomou conta após as duras críticas de autoridades dos EUA às políticas europeias e uma postura ambígua em relação ao apoio à Ucrânia. O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky rejeitou a proposta americana de acesso aos minerais ucranianos, destacando a falta de garantias de segurança e a falta de consideração por parte dos EUA sobre os interesses da Ucrânia.
Líderes europeus, em especial da Alemanha, reagiram a declarações do governo dos EUA que atacaram os valores democráticos e a abordagem europeia em relação à migração e à liberdade de expressão. A crise se intensificou após a postura de autoridades americanas como JD Vance e Keith Kellogg, que praticamente excluíram a Europa das discussões sobre o futuro da Ucrânia, além de críticas ao tratamento da democracia na região. Ao mesmo tempo, líderes como o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, começaram a considerar a possibilidade de enviar forças para a Ucrânia, caso seja alcançado um acordo de paz.
No cenário internacional, a Rússia recebeu com satisfação o discurso de Vance, o que pode indicar uma mudança nas dinâmicas das negociações. O Kremlin busca restabelecer relações com os EUA e discutir o futuro da Ucrânia, enquanto Trump e Putin trocam declarações que podem alterar os rumos da guerra. No entanto, a tensão permanece alta, e Zelensky segue pressionando para que qualquer acordo envolvendo a Ucrânia seja feito com sua participação direta, reafirmando a necessidade de uma maior segurança para seu país.