Em janeiro de 2025, o governo dos Estados Unidos anunciou uma pausa de três meses nos programas de apoio ao desenvolvimento de outros países para revisar a eficiência e a conformidade desses projetos com sua política externa. Essa decisão gerou um impacto imediato no Brasil, onde programas de pesquisa científica, como os estudos sobre a doença de Chagas, estão sendo afetados pela suspensão de financiamento. Pesquisadores, como os da Universidade de São Paulo (USP), que há anos recebem apoio do National Institute of Health (NIH), enfrentam a ameaça de interromper investigações cruciais devido à falta de recursos.
No caso específico da doença de Chagas, os pacientes, como Cleusa Maria Diogo, que depende de tratamento contínuo, são diretamente prejudicados, com exames pós-tratamento sendo interrompidos. A cardiologista Maria do Carmo Pereira Nunes e outros profissionais do estudo alertam sobre os riscos de retrocesso no tratamento e diagnóstico dessa doença, que é prevalente no Brasil, mas inexistente nos Estados Unidos. A falta de financiamento também está afetando outros projetos relevantes, como o de prevenção à AIDS da Fiocruz, o que agrava a situação de saúde pública no país.
O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação do Brasil expressou preocupação com os cortes, destacando a importância dos Estados Unidos como parceiro em pesquisas científicas e prevendo um impacto significativo. Enquanto isso, as universidades e instituições de pesquisa brasileiras tentam buscar alternativas de financiamento para garantir a continuidade dos estudos, enfrentando um cenário de incerteza e desafios financeiros.