O idoso Beuaka Karajá, de 91 anos, estava desaparecido desde o dia 9 de fevereiro, na região nordeste da Ilha do Bananal, em Pium. Ele foi visto pela última vez roçando uma área próxima à aldeia Kutaria, onde morava, e saiu para procurar seu machado. Após cinco dias de buscas intensas, o corpo foi encontrado em uma área de difícil acesso e alagada, a cerca de cinco quilômetros da aldeia, por um vaqueiro.
As buscas começaram no dia 11 de fevereiro, envolvendo equipes dos Bombeiros do Tocantins e Mato Grosso, que percorreram áreas de mata densa e terrenos alagados. No dia 12, os militares ampliaram o perímetro de busca para 600 metros, mas as atividades foram suspensas ao final da tarde. No dia seguinte, as buscas chegaram a um raio de 800 metros, e por volta das 18h40, a operação foi encerrada.
Uma hora após o fim das buscas, os Bombeiros foram informados que o corpo havia sido encontrado. O trabalho das equipes, apesar de incansável, não impediu que a tragédia fosse confirmada. O caso reforça os desafios enfrentados nas regiões remotas da Ilha do Bananal, que são de difícil acesso e possuem características geográficas que dificultam a localização de desaparecidos.