O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) aprovou, nesta terça-feira, 18, a inclusão de quatro novos blocos no modelo de licitação em regime de partilha de produção. A estimativa é que esses blocos possam gerar uma arrecadação de aproximadamente R$ 522 bilhões ao longo da vida útil dos projetos. Os blocos em questão são: Hematita, Siderita, Limonita e Magnetita, localizados no polígono do pré-sal, especificamente na Bacia de Campos, entre os estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo.
Estima-se que os bônus de assinatura para esses blocos somem R$ 923 milhões, com previsão de arrecadação ainda em 2025. Além disso, há uma expectativa de investimentos totais de R$ 511 bilhões nos quatro blocos, o que pode gerar significativos impactos econômicos para a região e para o setor energético do país. A inclusão desses blocos no sistema de Oferta Permanente da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) representa uma expansão do mercado de exploração de petróleo e gás no Brasil.
Com a aprovação dessa inserção, o número de blocos já autorizados pelo CNPE chega a 28. Esse movimento aumenta as perspectivas para o próximo leilão, previsto para junho, que pode se tornar o maior realizado até hoje no regime de partilha de produção, tanto em termos de blocos disponíveis quanto de investimentos esperados.