A Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg) afastou temporariamente 33 funcionários e iniciou investigações sobre possíveis desvios de conduta relacionados a acordos extrajudiciais que resultaram em pagamentos elevados. O prefeito de Goiânia, Sandro Mabel, anunciou a medida e a apuração das circunstâncias, que incluem a análise de acordos feitos em prazos apertados e valores discrepantes. A investigação também busca verificar se houve violação das normas constitucionais, como o respeito à ordem cronológica de pagamento de precatórios.
Entre os funcionários afastados, há membros da assessoria jurídica da Comurg, além de outros colaboradores que receberam pagamentos indevidos em decorrência desses acordos. Tais processos estão sendo analisados pelo Tribunal de Contas dos Municípios e pelo Ministério Público Estadual, que também recomendaram a revisão de cláusulas dos acordos e o recálculo de benefícios como os quinquênios. O objetivo é investigar a legalidade das transações e identificar irregularidades nos pagamentos.
A nova gestão da Comurg, além de reforçar a investigação interna, anunciou um aporte financeiro de R$ 100 milhões para resolver questões emergenciais, incluindo dívidas de precatórios e rescisões trabalhistas. A gestão também está conduzindo um levantamento detalhado para detectar possíveis excessos salariais entre gerentes e ex-gerentes da companhia, buscando corrigir distorções e restabelecer a ordem financeira da empresa.