A Global X Air, uma companhia aérea de fretamento, está no centro de uma controvérsia devido a falhas mecânicas em suas aeronaves, especialmente durante um voo de deportação que gerou críticas internacionais. A empresa, contratada pelo Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE) para realizar deportações, foi responsável por um voo em 24 de janeiro que teve problemas técnicos graves, incluindo falhas no sistema de ar-condicionado, que resultaram em desconforto extremo para os deportados. O incidente gerou um debate sobre as condições de transporte de migrantes, especialmente no Brasil, onde o governo criticou as condições enfrentadas pelos passageiros.
A Global X Air, com sede em Miami, opera com uma frota de aviões Airbus e foi fundada em 2021. Além de atuar em contratos com o governo dos Estados Unidos, a companhia realiza serviços para organizações esportivas e de transporte de carga. A empresa enfrenta dificuldades financeiras, com um prejuízo líquido de US$ 21 milhões em 2023, e sua frota está sendo pressionada devido ao aumento da demanda, especialmente para atender aos contratos do ICE. Recentemente, a companhia também passou por problemas significativos de manutenção, afetando a disponibilidade de suas aeronaves.
Apesar das dificuldades, a Global X Air busca expandir sua frota e aumentar sua receita, com planos de crescimento significativo até 2026. Entretanto, o uso intensivo de suas aeronaves e os contratos com agências governamentais, como o ICE, têm gerado desafios operacionais, como o desgaste da frota e a pressão sobre os serviços de manutenção terceirizados. A empresa continua a enfrentar críticas sobre a qualidade de seus serviços, principalmente no que diz respeito ao transporte de migrantes em condições inadequadas.