A Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos (CEMDP) anunciou, nesta sexta-feira (14), a decisão de discutir com as famílias a possibilidade de reabertura da investigação sobre a morte do ex-presidente Juscelino Kubitschek. A deliberação ocorreu durante a 3ª Reunião Ordinária da comissão, onde foi reafirmado que não há prazo para a análise de eventos de repercussão histórica. O pedido de reabertura do caso, feito por membros da Comissão da Verdade Municipal de São Paulo, segue em tramitação.
A investigação sobre a morte de Juscelino Kubitschek, ocorrida em 1976, foi inicialmente atribuída a um acidente de trânsito envolvendo seu veículo, mas há suspeitas de que o episódio tenha sido um atentado político. A comissão designou a Dra. Maria Cecília Adão como relatora do caso, que solicitou a inclusão do motorista de Kubitschek, Geraldo Ribeiro, como possível vítima da ditadura militar. Para dar sequência ao processo, foi nomeado um segundo relator, Dr. Rafaelo Abritta, que atuará conjuntamente na análise.
A CEMDP determinou que as famílias envolvidas serão oficialmente consultadas antes de qualquer decisão final sobre a admissibilidade do pedido de reabertura. Apenas após essas entrevistas, o colegiado decidirá sobre as possíveis diligências necessárias para aprofundar a investigação. O caso de Juscelino Kubitschek se insere em um contexto maior de pedidos de reconhecimento de vítimas da ditadura militar, que estão sendo analisados pela comissão.