A Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) aprovou duas alternativas para proteger bebês contra o vírus sincicial respiratório (VSR), responsável por alta taxa de hospitalizações e complicações respiratórias em crianças. As tecnologias aprovadas são a vacina Abrysvo, da Pfizer, que será aplicada em gestantes, e o anticorpo monoclonal Beyfortus (Nirsevimabe), da Sanofi, destinado a recém-nascidos e crianças até 24 meses, especialmente aqueles com condições de risco. Essas medidas visam reduzir as infecções graves e suas consequências, além de aliviar a sobrecarga do sistema de saúde.
Com a aprovação da Conitec, o próximo passo é a análise pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação, que definirá a publicação da decisão no Diário Oficial da União. A vacina da Pfizer oferece proteção ao bebê desde o nascimento, garantindo a imunização até os seis meses de idade, enquanto o anticorpo da Sanofi será usado em bebês prematuros ou com comorbidades. O impacto esperado é significativo, tanto para a saúde pública quanto para a economia do sistema de saúde, com a redução das internações e da pressão sobre hospitais e unidades de terapia intensiva pediátrica.
Especialistas da área destacam os benefícios das novas tecnologias, apontando a redução de mortes e hospitalizações, especialmente entre bebês saudáveis, grupo mais vulnerável ao VSR. Além disso, a medida pode resultar em economias substanciais para o governo, permitindo melhor alocação de recursos em outros atendimentos médicos. O VSR é uma das principais causas de morte em bebês e também afeta adultos idosos, sendo uma preocupação global com impactos significativos no sistema de saúde.