A clonagem de Viatina, considerada a segunda vaca mais cara do mundo, foi concluída com sucesso após dois anos de tentativas, gerando um clone avaliado em R$ 21 milhões. Esse processo foi realizado em uma clínica genética de Uberaba, no Triângulo Mineiro, e marca um avanço significativo na clonagem de bovinos no Brasil, que é praticada comercialmente desde 2010, mas com uma taxa de sucesso de apenas 4%. No país, a clonagem pode custar até R$ 100 mil por contrato, com a expectativa de aumentar o número de descendentes de vacas geneticamente valiosas como Viatina.
A clonagem de animais oferece benefícios significativos para a pecuária, como maior lucratividade e a possibilidade de recuperar animais que faleceram prematuramente, mantendo sua genética valiosa. No caso da Viatina, a clonagem garante a continuidade de sua linhagem, ampliando a produção de material genético para reprodução. A técnica envolve a coleta de células do animal a ser clonado, inseridas em óvulos com DNA removido, criando embriões que são posteriormente implantados em vacas que agem como barrigas de aluguel. O processo é delicado e os bezerros clônicos precisam de cuidados especiais nos primeiros meses.
Em 2023, a clonagem de animais no Brasil passou a ser regulamentada pela Lei 15.021, que estabelece normas para a fiscalização e controle da clonagem, com registros públicos das identificações e segurança genética dos clones. Essa legislação visa garantir a qualidade e a rastreabilidade do material genético, principalmente no setor agropecuário, onde a clonagem de bovinos é mais comum. Além disso, o processo de clonagem, embora complexo e caro, tem mostrado potencial para impactar positivamente a produção genética no país.