A China condenou as tarifas de 10% sobre as importações chinesas anunciadas pelos Estados Unidos, destacando os impactos negativos que essas medidas podem causar ao comércio global e à economia mundial. Em uma reunião na Organização Mundial do Comércio (OMC), o embaixador chinês, Li Chenggang, afirmou que os choques tarifários podem resultar em inflação, distorções no mercado e até uma possível recessão global. Ele alertou que o unilateralismo das tarifas americanas ameaça enfraquecer o sistema multilateral de comércio.
O anúncio de tarifas abrangentes por parte do governo dos EUA gerou uma resposta imediata de Pequim, que, além de aplicar tarifas retaliatórias, também levou a questão à OMC, desafiando as políticas americanas. A reunião do Conselho Geral da OMC, realizada no dia 18 de fevereiro, foi a primeira oportunidade formal para discutir as tensões comerciais no principal fórum da organização. Embora não se esperasse uma solução imediata, as discussões sinalizam um possível aumento das disputas comerciais.
A diretora-geral da OMC, Ngozi Okonjo-Iweala, pediu aos países membros que evitem retaliações, a fim de impedir o agravamento das tensões e das guerras comerciais. Apesar de um impasse imediato, a reunião deixou claro que a escalada das disputas comerciais dependerá das reações globais às políticas dos Estados Unidos. A situação gera incertezas econômicas que podem afetar a estabilidade dos mercados internacionais e aumentar os custos de produtos essenciais.