A China solicitou um debate na Organização Mundial do Comércio (OMC) sobre os desafios causados pela turbulência comercial e as tarifas adotadas pelos Estados Unidos, especialmente a imposição de uma tarifa de 10% sobre todas as importações chinesas anunciada pelo presidente Donald Trump. Em resposta, Pequim adotou tarifas retaliatórias e formalizou uma contestação contra os Estados Unidos na OMC. O debate está previsto para ocorrer na terça-feira ou quarta-feira desta semana, sendo o primeiro encontro formal sobre o tema no Conselho Geral da OMC.
A diretora-geral da OMC, Ngozi Okonjo-Iweala, tem incentivado os membros da organização a evitarem represálias em relação às tarifas, alertando para o risco de uma escalada das tensões comerciais. A China, ao convocar o debate, busca se posicionar como defensora das regras do comércio global, tentando conquistar apoio nas negociações comerciais em andamento. Os delegados destacam que a reunião não deverá gerar resultados imediatos, mas as reações dos países poderão indicar a possibilidade de uma intensificação das disputas comerciais.
As tensões entre as duas maiores economias do mundo na OMC não são novas, com a China acusando os Estados Unidos de violar regras comerciais, enquanto os americanos questionam o status da China como país em desenvolvimento. Apesar das críticas do governo Trump à OMC e à sua postura em outras organizações globais, a instituição ainda não foi um alvo principal das políticas da Casa Branca. O novo representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, considerou a OMC uma organização com falhas profundas.