O Censo 2022, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostra que a porcentagem da população brasileira com ensino superior completo triplicou nas últimas décadas, passando de 6,8% em 2000 para 18,4% em 2022. O maior número de pessoas com graduação está nas áreas de Negócios, Administração e Direito (8,4 milhões), seguido por Saúde e Bem-Estar (4,1 milhões) e Educação (3,6 milhões). Esse crescimento é visível tanto entre brancos quanto entre negros, mas as disparidades ainda são marcantes. O aumento na população preta foi de 2,1% para 11,7%, enquanto entre os brancos passou de 9,9% para 25,8%.
Além das diferenças raciais, o Censo também revela um avanço no acesso das mulheres ao ensino superior. Em 2022, 20,7% das mulheres tinham diploma de graduação, superando os homens, com 15,8%. As mulheres dominam áreas como Enfermagem (86,3%) e Serviço Social (93%), enquanto sua presença é menor em campos como Engenharia Mecânica e Metalurgia, com apenas 7,4%. A distribuição de cursos também revela desigualdades, como no caso da Medicina, onde 75,5% dos graduados eram brancos, e na área de Religião e Teologia, onde os negros superam os brancos, com 39,8% pardos e 11,0% pretos.
A pesquisa também apresenta dados sobre as áreas mais frequentadas no ensino superior, com destaque para a área de Negócios, Administração e Direito, que concentra o maior número de formados, enquanto áreas como Ciências Naturais, Matemática e Estatística, e Computação ainda possuem um número menor de graduados. Essas diferenças entre áreas de estudo e entre grupos raciais e de gênero reforçam as desigualdades que persistem no sistema educacional brasileiro, apesar dos avanços registrados no período.