A Casa Branca proibiu novamente, pelo segundo dia consecutivo, o acesso do repórter da agência de notícias Associated Press (AP) a um evento no Salão Oval. O motivo alegado foi uma crítica do governo sobre o uso do nome “Golfo do México” pela agência, em vez da nova denominação “Golfo da América”, que foi oficialmente adotada pelo presidente dos Estados Unidos por meio de um decreto.
Em resposta à restrição, a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, declarou que a administração de Donald Trump estava agindo para se proteger contra o que considerava serem mentiras disseminadas pela mídia. Ela argumentou que o governo se reserva o direito de decidir quem pode ou não ter acesso ao Salão Oval, tratando a oportunidade de fazer perguntas ao presidente como um convite, e não um direito garantido.
A porta-voz ainda defendeu a mudança na nomenclatura, afirmando que é um fato que o corpo de água na costa da Louisiana é conhecido como Golfo da América, e questionou o porquê da mídia não adotar o novo nome. Ela mencionou também que empresas como Google e Apple já haviam ajustado seus mapas para refletir a nova denominação, ao menos para os usuários norte-americanos.