Nos últimos dez anos, o Brasil registrou mais de 22 mil internações e 5,8 mil amputações devido ao câncer de pênis, uma doença que, apesar de rara, pode ser evitada com cuidados simples de higiene, vacinação contra o HPV e, em alguns casos, a cirurgia de postectomia. A falta de conscientização sobre a higiene íntima e a baixa adesão à vacinação são fatores-chave que contribuem para os alarmantes índices de incidência, especialmente nas regiões Norte e Nordeste do país. A Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) destaca que essas medidas preventivas poderiam reduzir drasticamente os casos e complicações da doença.
O câncer de pênis é um dos poucos tipos de câncer que pode ser amplamente prevenido. A condição está frequentemente relacionada à falta de higiene adequada, infecção pelo HPV, tabagismo e fimose, que dificultam a limpeza da região genital. De acordo com dados da SBU, a doença pode levar à amputação do órgão e, nos casos mais graves, à morte. Entre 2014 e 2023, o câncer de pênis causou mais de 4.500 mortes no Brasil, o que evidencia a urgência de ações preventivas. O diagnóstico precoce é crucial para aumentar as chances de tratamento bem-sucedido.
Para reduzir a mortalidade e as complicações, a SBU realiza campanhas de conscientização e mutirões de postectomias, reforçando a importância de hábitos saudáveis, como a higiene diária com água e sabão, a vacinação contra o HPV e o uso de preservativos. O tratamento precoce da doença é altamente eficaz, com chances de cura superiores a 90% nos estágios iniciais. Porém, quando o diagnóstico é tardio, a amputação do pênis pode ser necessária, o que reforça a importância da prevenção e do autocuidado.