Os contratos futuros do café em Nova York subiram mais de 6% nesta segunda-feira, atingindo um novo recorde histórico, ultrapassando os US$4,30 por libra-peso. O aumento nos preços foi impulsionado pela expectativa de uma colheita brasileira menor e pelo clima quente e seco nas regiões produtoras do Brasil, maior produtor mundial de café. Agricultores brasileiros estão hesitando em vender, o que acirra ainda mais a oferta, e isso gera pânico no mercado. Este é o 13º pregão consecutivo em que os futuros do café arábica atingem novos recordes.
Além disso, o mercado está preocupado com os baixos estoques de café no Brasil, que representa quase metade da produção mundial do tipo arábica. Apesar disso, alguns especialistas acreditam que a próxima safra poderá superar as expectativas e aliviar um pouco a pressão sobre os preços. A corretora Hedgepoint, por exemplo, prevê que a produção de café no Brasil em 2025/26 pode ser maior do que a temporada anterior, mas ainda insuficiente para estabilizar completamente os preços.
Por outro lado, o café robusta, utilizado principalmente em cafés instantâneos, também apresentou alta, atingindo US$5.697 por tonelada, com seu valor máximo registrado no final de janeiro. Em contraste, outras commodities softs, como cacau e açúcar, apresentaram quedas nos preços. O aumento no preço do café gerou preocupações entre as cafeterias dos EUA, que podem ter que aumentar seus preços ou enfrentar perdas de margem devido à alta nos custos de produção.