No dia 8 de fevereiro de 2025, torcedores de Fortaleza e Ceará se enfrentaram em uma briga generalizada antes do clássico entre os dois times, no Campeonato Cearense. O confronto ocorreu nas proximidades da Arena Castelão, na avenida Osório de Paiva, após os grupos rivais se encontrarem enquanto se dirigiam ao estádio. A briga foi marcada pelas redes sociais, e os torcedores se organizaram com antecedência, usando camisetas de cores distintas para se identificarem. A Polícia Militar interveio e deteve 113 pessoas, sendo que 82 adultos foram autuados e tiveram a prisão preventiva decretada.
O Ministério Público do Ceará denunciou os 82 torcedores presos por sete crimes, incluindo lesão corporal, resistência e associação criminosa, entre outros. Além disso, 27 adolescentes também foram envolvidos no episódio, respondendo a autos infracionais análogos. A briga foi caracterizada por agressões com paus, pedras, rojões e artefatos explosivos, que causaram ferimentos e obrigaram a intervenção policial. Durante a operação, um tenente da polícia foi ferido no braço. Após a chegada das autoridades, parte dos agressores fugiu, mas outros continuaram a confrontar a polícia.
Esse tipo de violência entre torcedores de Fortaleza e Ceará não é incomum, especialmente durante os jogos entre os dois times. Além disso, conflitos internos dentro das próprias torcidas organizadas também têm ocorrido. Como resposta, autoridades locais, como o prefeito de Fortaleza e o governador do estado, anunciaram planos para instalar câmeras de identificação facial nos estádios, com o objetivo de identificar e prevenir a entrada de torcedores problemáticos. A medida visa reduzir a violência e melhorar a segurança nos eventos esportivos.