O Brasil registrou um déficit nas transações correntes de US$ 8,655 bilhões em janeiro de 2025, superando as expectativas do mercado, que projetavam um rombo de US$ 8,3 bilhões. O resultado foi impulsionado por uma redução nos investimentos diretos estrangeiros, que somaram US$ 6,501 bilhões, abaixo dos US$ 6,55 bilhões previstos. Esse desempenho contrastou com o mesmo período de 2024, quando os investimentos foram significativamente mais altos, totalizando US$ 9,080 bilhões.
Além disso, a balança comercial do Brasil apresentou um superávit de US$ 1,223 bilhão, bem inferior aos US$ 5,563 bilhões registrados em janeiro de 2024. A conta de serviços também registrou um aumento no rombo, com US$ 4,552 bilhões em janeiro, comparado a US$ 3,531 bilhões no mesmo mês do ano anterior. A conta de renda primária, que inclui os pagamentos de juros e lucros ao exterior, teve um déficit de US$ 5,613 bilhões, ligeiramente inferior ao déficit de US$ 6,697 bilhões registrado no início de 2024.
Em termos de impactos no Produto Interno Bruto (PIB), o déficit acumulado em transações correntes nos últimos 12 meses representou 3,02% do PIB. Esses números revelam um cenário de desequilíbrio nas contas externas, que tem sido uma preocupação constante para a economia brasileira. As autoridades seguem monitorando os dados para avaliar possíveis ajustes na política econômica e monetária do país.