O Brasil tem feito avanços na promoção da igualdade de gênero, mas ainda enfrenta desafios estruturais significativos. O relatório do Tribunal de Contas da União (TCU), divulgado em fevereiro de 2025, aponta que, apesar de progressos nos últimos 30 anos, as políticas públicas voltadas para as mulheres sofreram retrocessos, especialmente após 2015, com a diminuição da relevância institucional de ministérios específicos. A pandemia de covid-19 exacerbou desigualdades, impactando principalmente mulheres negras, e em 2022 houve uma queda na alocação de recursos para combater a violência contra a mulher.
A desigualdade de gênero no Brasil se reflete em várias esferas, como no mercado de trabalho, na educação, na participação política e na violência contra as mulheres. O país ocupa posições baixas no ranking global de disparidade salarial, com mulheres recebendo apenas 77,7% da renda dos homens. Além disso, as políticas públicas para combater esses problemas incluem serviços como a Central de Atendimento à Mulher e o Programa de Saúde Menstrual, mas ainda são insuficientes para garantir igualdade plena. O relatório também destaca a necessidade de políticas públicas transversais, que integrem uma abordagem de gênero em todos os setores governamentais.
Embora o Brasil tenha avançado em algumas áreas, como a criação do Ministério das Mulheres em 2023, o relatório do TCU ressalta que é crucial a continuidade da luta pela igualdade de gênero. A atuação conjunta entre os setores público, privado e sociedade civil é essencial para promover mudanças efetivas. O país também se prepara para o 30º aniversário da Plataforma de Ação de Pequim, que reforça a importância de um compromisso renovado para alcançar a equidade de gênero e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável até 2030.