O governo brasileiro está avaliando a possibilidade de ingressar no grupo Opep+, uma aliança de países produtores de petróleo e seus aliados. A decisão será tomada na terça-feira (18), durante reunião do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), que contará com a participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ministros de Estado. Caso a adesão seja aprovada, ela ocorrerá pouco antes da realização da COP30, que o Brasil sediará em Belém em 2025. A entrada na Opep+ é vista como estratégica para o Brasil em termos de comércio de petróleo, mas também gera discussões sobre seu impacto nos compromissos climáticos do país.
A Opep+ é uma organização que reúne membros da Opep e países aliados que colaboram em questões como o comércio de petróleo e políticas energéticas globais. Composta por países como Arábia Saudita, Irã e Venezuela, a aliança tem convidado o Brasil para se juntar ao grupo nos últimos anos. A decisão de entrar na Opep+ foi confirmada em 2023, durante uma viagem do presidente à Arábia Saudita, e será oficialmente debatida nesta terça-feira pelo CNPE. Especialistas avaliam os possíveis efeitos dessa adesão para as metas ambientais do Brasil, já que o país estaria assumindo um papel mais ativo na indústria global de petróleo.
Além da adesão à Opep+, o CNPE também deve deliberar sobre a continuidade da construção da usina nuclear Angra 3. A decisão sobre os investimentos necessários para concluir as obras foi adiada no final de 2023, e agora será discutida novamente. A retomada do projeto exige um aporte de mais de R$ 20 bilhões e dependerá de novos modelos de financiamento e melhorias na governança da Eletronuclear. A conclusão de Angra 3 está prevista para impactar a matriz energética brasileira e pode gerar custos adicionais para os consumidores, já que o valor das obras será repassado na conta de energia elétrica.