As bolsas europeias encerraram o dia de forma mista, com os investidores reagindo a balanços corporativos e à alta inesperada da inflação nos Estados Unidos, que alimentou expectativas de uma postura mais cautelosa por parte do Federal Reserve na condução da política monetária. Durante uma audiência no Congresso dos EUA, o presidente do Fed, Jerome Powell, reiterou que a instituição não tem pressa em ajustar sua política, sem comentar sobre os possíveis impactos da política comercial de Donald Trump. No contexto europeu, o dirigente do Banco Central Europeu, Robert Holzmann, alertou para o aumento dos riscos inflacionários na zona do euro devido às tarifas impostas pelos EUA, enquanto François Villeroy de Galhau destacou os efeitos negativos também para a economia americana.
No Reino Unido, Megan Greene, do Banco da Inglaterra, defendeu uma abordagem gradual para a flexibilização da política monetária. Entre as bolsas, o índice FTSE 100 no Reino Unido registrou uma alta de 0,34%, atingindo um novo recorde histórico, enquanto o DAX na Alemanha avançou 0,48%, também alcançando um novo patamar histórico. O Ibex35 da Espanha subiu 1,04%, enquanto o PSI 20 de Portugal teve uma queda de 0,53%. As incertezas globais, reforçadas por disputas comerciais, têm influenciado a dinâmica do mercado e o posicionamento dos bancos centrais.
No setor corporativo, a Heineken obteve um lucro abaixo das expectativas em 2024, mas seus investidores reagiram positivamente ao aumento nas vendas no último trimestre e ao anúncio de uma recompra de ações no valor de 1,5 bilhão de euros. Em outros resultados corporativos, o grupo varejista Casino, na França, teve uma queda de 3,9% após anunciar a aprovação de uma aquisição, enquanto a Telecom Itália divulgou seus resultados após o fechamento do mercado, com ações em leve alta.