As bolsas de valores da Europa registraram queda nesta sexta-feira, 7, após uma sequência de altas que levaram os índices em Londres e Frankfurt a atingir recordes históricos. O desempenho negativo foi influenciado por diversos fatores, como a divulgação do relatório de empregos dos Estados Unidos em janeiro, que mostrou uma queda na taxa de desemprego e um crescimento nas vagas de trabalho, embora abaixo das expectativas. Além disso, o Banco Central Europeu (BCE) apresentou novas estimativas sobre a taxa neutra de juros e o quadro inflacionário, o que também impactou os mercados.
O BCE, por meio de declarações de seus dirigentes, manteve uma postura cautelosa em relação às perspectivas econômicas globais. O vice-presidente da instituição, Luis de Guindos, destacou que a inflação de serviços continua sendo a maior preocupação, enfatizando a necessidade de uma política monetária prudente em meio a incertezas. O relatório sobre a produção industrial na Alemanha também trouxe números abaixo do esperado, com uma queda de 2,4% em dezembro. Essas sinalizações contribuiram para a instabilidade dos mercados europeus.
Nas bolsas individuais, o índice pan-europeu Stoxx 600 caiu 0,46%, enquanto os principais índices em Paris, Frankfurt, Milão, Madri e Lisboa também registraram perdas. A L’Oréal foi um dos destaques negativos, com uma queda de 4,05% após a divulgação dos seus resultados de 2024. Fora da zona do euro, o índice FTSE 100 em Londres também apresentou queda de 0,31%. O cenário foi marcado por uma combinação de incertezas sobre a política monetária e dados econômicos que indicam um panorama global desafiador.