Beneficiários de fundos de pensão de grandes empresas públicas estão organizando um manifesto em apoio à auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) sobre a gestão da Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil (Previ). O documento, encabeçado por várias associações, defende a necessidade de fortalecer a segurança e a solidez do Regime de Previdência Complementar Fechada. O manifesto enfatiza que a auditoria contribuiria para a melhoria da gestão e para evitar novos déficits nos fundos, especialmente após a revelação de possíveis riscos de corrupção e má gestão em fundos como o Postalis, Petros e Funcef.
O manifesto endereçado ao ministro Walton Alencar Rodrigues, responsável pela aprovação da auditoria, destaca a urgência do processo de fiscalização diante de perdas significativas no fundo da Previ, que chegou a contabilizar quase R$ 14 bilhões de perdas entre janeiro e novembro de 2024. A posição favorável à auditoria é vista como uma forma de reforçar a governança e a transparência na gestão desses fundos, que já enfrentaram escândalos no passado, como o caso investigado pela CPI dos Fundos de Pensão, instalada pela Câmara dos Deputados em 2015.
Apesar do apoio de diversos grupos de beneficiários, entidades como a Previc, a Abrapp e a Anapar se opõem à auditoria do TCU, defendendo que a fiscalização das entidades deve ser realizada por órgãos competentes do próprio setor, como a Previc. O debate sobre a auditoria e a necessidade de maior fiscalização continua, com a expectativa de que o processo traga maior transparência e segurança para os participantes dos fundos de pensão.