As batalhas de rima no Brasil se consolidaram como um dos principais pilares do rap nacional, saindo de um ambiente underground para se tornar um fenômeno mainstream, com grande visibilidade na mídia e eventos de grande escala. Esse movimento ajudou a moldar a cena musical, promovendo a ascensão de artistas que antes eram pouco conhecidos e proporcionando uma plataforma para talentos emergentes. Nomes como Djonga, Emicida, Orochi e Xamã se destacaram ao longo das décadas, usando as batalhas como trampolim para a profissionalização no rap.
Esses eventos têm um impacto significativo na vida dos MCs, oferecendo uma forma de inclusão e pertencimento, principalmente para jovens de periferias. As batalhas de rima não só funcionam como um espaço de expressão artística, mas também como uma válvula de escape, ajudando muitos a se afastarem de realidades de violência ou criminalidade. Contudo, os desafios permanecem, com a falta de estabilidade financeira ainda sendo um obstáculo para muitos, e as desigualdades de gênero, raça e classe refletindo as tensões sociais dentro do movimento.
O crescimento das batalhas de rima também criou novas oportunidades econômicas, com prêmios financeiros em aumento e o envolvimento de grandes patrocinadores. A monetização do movimento tem gerado um mercado paralelo crescente, com batalhas sendo vistas como um novo esporte, no qual os MCs são considerados “atletas da palavra”. Apesar disso, a luta por maior inclusão e estabilidade financeira persiste, e o reconhecimento das batalhas como uma expressão legítima da cultura hip-hop segue se expandindo, com iniciativas como a inclusão das batalhas em escolas públicas no Rio de Janeiro, embora ainda existam desafios no reconhecimento oficial e na redução do preconceito em algumas regiões.