A base militar de Guantánamo, situada em Cuba, é controlada pelos Estados Unidos desde 1903 e tem uma história marcada por tensões e mudanças geopolíticas. Originalmente cedida por Cuba em um acordo que refletia uma aliança entre os dois países, a base se tornou um ponto estratégico com o passar das décadas. Após a Revolução Cubana de 1959 e a aliança de Cuba com a União Soviética, o relacionamento entre os dois países deteriorou-se, mas a base permaneceu sob controle norte-americano.
Desde os atentados de 11 de setembro de 2001, a base passou a ser um local centralizado para a detenção de suspeitos de terrorismo, com mais de 700 pessoas inicialmente detidas, embora muitos tenham sido libertados sem acusações formais. Atualmente, restam cerca de 15 pessoas detidas sob acusações de envolvimento com o terrorismo, incluindo um dos principais suspeitos do atentado de 2001. Além disso, a base abriga uma prisão separada para imigrantes ilegais, com destaque para as detenções de haitianos e cubanos que tentavam chegar aos Estados Unidos nas décadas passadas.
Recentemente, a base tem sido novamente utilizada para prender imigrantes ilegais, como parte das políticas de imigração do governo dos Estados Unidos. O espaço para abrigar esses imigrantes está sendo ampliado, refletindo uma nova fase da base de Guantánamo. Embora o acesso ao local seja restrito, as instalações continuam a ser um ponto de controvérsia, com dificuldades de acesso para advogados e limitações nas audiências dos detidos. A base, que já foi um símbolo da Cuba de antigamente, se distancia cada vez mais daquela imagem festiva, estando hoje mais associada a questões de segurança e controle fronteiriço.