O Bank of America (BofA) mantém uma posição “overweight” em relação ao Brasil, destacando a falta de alternativas na América Latina como um dos motivos para essa exposição. Embora o banco continue com uma visão defensiva em sua alocação setorial, ele favorece empresas brasileiras com menor risco de queda nos lucros e capacidade de se adaptar ao ambiente de altas taxas de juros, como bancos, seguradoras e construtoras de baixa renda. O BofA projeta uma Selic em 15,25% e vê sinais de desaceleração da atividade econômica, o que pode ancorar as expectativas de inflação.
No México, o banco opta por uma alocação “marketweight”, com base nas avaliações descontadas, e observa que a falta de tarifas impostas pelos Estados Unidos, dada a cooperação mexicana em áreas como segurança nas fronteiras e combate ao crime, pode ser um fator positivo. O BofA, no entanto, mantém uma posição mais cautelosa, com ênfase em ativos defensivos, dado o impacto das reformas constitucionais e da desaceleração econômica. Já no Chile e na Colômbia, o banco mantém uma postura “underweight” e sem exposição, respectivamente, observando que os mercados andinos superaram a média da região no início de 2025.
A Argentina, por sua vez, apresenta-se como um dos maiores focos de interesse do BofA na América Latina, com o banco apostando em setores como bancos e energia, após uma correção no ano. A expectativa é que o país possa experimentar desinflação, um possível acordo com o FMI e a desregulamentação de riscos, o que pode impulsionar o desempenho das ações. A posição do BofA em relação à Argentina é a maior no portfólio em comparação com o MSCI LatAm, e o banco acredita que o país possui os maiores catalisadores da região para os próximos meses.