Em 2024, o Hospital Rocha Faria, localizado em Campo Grande, registrou 104 casos de ingestão de objetos por crianças, com um aumento significativo durante o período das férias escolares, quando muitas crianças ficam mais tempo em casa. Os casos mais comuns envolvem moedas e baterias, que apresentam riscos elevados à saúde infantil. A unidade se tornou referência na região após implementar um serviço de endoscopia pediátrica, o que possibilita um tratamento mais rápido e eficaz desses incidentes.
Especialistas alertam que os pais devem redobrar a vigilância, especialmente com brinquedos que contenham peças pequenas e baterias, que são as mais preocupantes. Quando uma bateria fica mais de seis horas no corpo de uma criança, pode ser necessário realizar um procedimento cirúrgico. Além disso, muitos casos não apresentam sintomas imediatos, o que dificulta a identificação precoce do problema. Náuseas, salivação excessiva, vômito e dificuldade para engolir são sinais que os pais devem observar.
Além de moedas e baterias, também houve registros de ingestão de produtos químicos, como água sanitária. Os médicos recomendam que esses materiais sejam mantidos fora do alcance das crianças para evitar complicações graves. A orientação é que os pais estejam sempre atentos às necessidades de segurança dentro de casa, pois muitas vezes os objetos ingeridos podem ser fatais caso não sejam rapidamente identificados e tratados.