Durante a cúpula de inteligência artificial (IA) realizada em Paris em 2025, líderes internacionais, incluindo os Estados Unidos e a França, destacaram a importância do avanço do setor, com um foco na promoção de oportunidades ao invés de regulamentações sobre segurança. A reunião foi marcada por uma mudança significativa em relação ao encontro anterior em Seul, que priorizou os riscos e a segurança da tecnologia. Enquanto a preocupação com os possíveis danos causados pela IA foi mencionada no passado, a declaração final de Paris não fez referência a esses riscos, evidenciando um movimento em direção a uma postura mais otimista e voltada para a inovação.
O evento também refletiu uma crescente divisão entre países em relação ao tratamento da IA. A França adotou uma abordagem mais pró-negócios, enfatizando o desejo de obter uma vantagem competitiva na tecnologia, enquanto o Reino Unido e outros países como os EUA se mostraram mais cautelosos, expressando preocupações sobre regulamentações que poderiam restringir o desenvolvimento de novas tecnologias. Os EUA, representados pelo vice-presidente, rejeitaram a ideia de um controle mais rigoroso, defendendo que qualquer regulação excessiva poderia prejudicar o crescimento de startups e favorecer grandes empresas já estabelecidas no mercado.
Em meio a esse cenário, a comunidade científica de IA se preocupa com o avanço das tecnologias, especialmente com a possibilidade de modelos de IA superinteligentes serem desenvolvidos nos próximos anos. Esses avanços poderiam ter consequências catastróficas caso questões relacionadas à segurança não sejam adequadamente tratadas. No entanto, a cúpula de Paris não abordou de forma significativa essas preocupações, refletindo a preferência por impulsionar a inovação em detrimento da regulação e da gestão dos riscos associados ao uso da IA.