A Aprosoja Brasil emitiu uma nota destacando preocupações com a atual condução da economia brasileira, alertando sobre o descontrole das contas públicas e o risco iminente de recessão. A entidade sugere que o Congresso Nacional crie um plano alternativo para um controle indireto da política econômica, enfatizando a necessidade de acelerar a Reforma Administrativa e intensificar a fiscalização dos gastos públicos. A nota aponta que, apesar do aumento recorde na arrecadação federal, os gastos continuam a superar as receitas, o que tem gerado um déficit crescente.
A Aprosoja critica ainda a política fiscal do governo, alegando que a ausência de propostas efetivas para cortar ou reestruturar gastos está levando à inflação crescente e à perda de confiança dos agentes econômicos. A relação Dívida/PIB do Brasil já atinge 85%, e com a elevação da Selic, atualmente em 13,25% ao ano, o risco de calote se intensifica, afastando investidores. A entidade observa que a estratégia de emissão de títulos e a tomada de novos empréstimos pode resultar em um crescimento econômico artificial, com impactos negativos para o setor privado.
Além disso, a Aprosoja expressou descontentamento com a falta de diálogo entre o governo e o agronegócio, especialmente após a suspensão do Plano Safra e a ampliação dos poderes da Fundação Nacional do Índio (Funai). O setor rural critica a gestão do ministro da Agricultura e a postura do governo em relação às políticas agrícolas, afirmando que o agronegócio deve ser parte da solução econômica do país, e não alvo de culpabilização. O bloqueio de novos financiamentos e as mudanças regulatórias têm gerado tensão no setor, afetando a segurança jurídica e o planejamento agrícola.