O investimento das grandes empresas de tecnologia dos Estados Unidos em inteligência artificial (IA) tem gerado discussões sobre o futuro de suas ações. Com aportes de bilhões de dólares, como os US$ 320 bilhões previstos para 2025, as big techs, incluindo Amazon, Microsoft, Alphabet e Meta, estão acelerando o desenvolvimento de infraestrutura para suportar a crescente demanda por IA e computação em nuvem. No entanto, a avaliação desses investimentos é complexa, já que muitos dos retornos futuros ainda são incertos devido à rápida inovação e ao desconhecimento sobre as aplicações de longo prazo dessa tecnologia.
Apesar dos elevados múltiplos de preço/lucro (P/L), que indicam expectativas de crescimento no futuro, especialistas alertam que é cedo para afirmar se esses investimentos realmente trarão os retornos esperados. A construção de data centers e outras infraestruturas de capital pesado levanta dúvidas sobre a capacidade de gerar lucros imediatos. Além disso, a competição de empresas chinesas, como a DeepSeek e Alibaba, ameaça a hegemonia das big techs, apresentando modelos de IA com custos mais baixos e resultados promissores.
Embora o cenário atual seja de incerteza, a maioria dos analistas não considera as ações dessas empresas “caras” no sentido tradicional. Eles reconhecem os riscos, mas também apontam o potencial de inovação disruptiva que pode justificar os elevados investimentos. No entanto, há uma cautela em relação aos múltiplos elevados e aos riscos regulatórios, com algumas casas de investimento sugerindo reduzir a exposição às ações de tecnologia dos Estados Unidos, enquanto outras veem o setor de IA como uma oportunidade, principalmente em áreas como saúde e biotecnologia.