Nos últimos anos, o mercado financeiro global passou por uma grande transformação com o crescimento dos investimentos voltados para práticas ambientais, sociais e de governança (ESG). No entanto, nos Estados Unidos, o cenário está mudando, especialmente após o retorno de políticas que enfraquecem esses compromissos. O discurso contra iniciativas ESG, como a descarbonização e programas de diversidade, ganhou força sob o governo de Donald Trump. Isso gerou uma reação entre grandes instituições financeiras de Wall Street, que recuaram de alianças como o Net-Zero Banking Alliance, além de diminuir os investimentos em sustentabilidade.
Apesar do retrocesso nos Estados Unidos, especialistas acreditam que o impacto global não será tão significativo. Acredita-se que o Brasil tem uma oportunidade de se destacar, especialmente em setores como o agronegócio e a transição energética. Com o crescimento do interesse local por investimentos sustentáveis, o país se prepara para assumir um papel de protagonismo, especialmente com a realização da COP-30 em 2025. Dados mostram que os fundos de investimento sustentável no Brasil cresceram consideravelmente, refletindo uma tendência positiva, em contraste com o enfraquecimento do setor nos Estados Unidos.
A falta de incentivo ao ESG nos Estados Unidos pode ser compensada por um redirecionamento de capital para mercados como o Brasil, que têm se mostrado favoráveis a investimentos sustentáveis. Setores como energia renovável, biocombustíveis e a bioeconomia têm grande potencial de crescimento no país. Com suas abundantes fontes de energia renovável, o Brasil pode emergir como líder global em práticas sustentáveis, aproveitando suas características únicas para atrair investidores e impulsionar a economia verde.