Os preços dos alimentos voltaram a subir em janeiro, marcando o quinto mês consecutivo de alta, conforme dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). A elevação de preços foi impulsionada principalmente por uma restrição de oferta em algumas culturas. Entre os itens que mais impactaram o aumento estão a cenoura, o tomate e o café moído, cujos preços subiram consideravelmente. No entanto, o aumento geral foi de 0,96%, com destaque para a alimentação no domicílio, que teve alta de 1,07%.
Apesar das altas nos preços de alguns alimentos, as carnes deram sinais de alívio após meses de forte valorização. A inflação para os cortes de carne desacelerou, registrando um aumento de apenas 0,36% em janeiro. Alguns cortes, como patinho, acém e costela, até tiveram uma queda de preço. O clima mais ameno e as chuvas contribuíram para a melhoria das pastagens, o que pode beneficiar a produção de carne nos próximos meses.
O aumento nos preços também foi observado na alimentação fora do domicílio, que subiu 0,67%, com o lanche registrando um aumento de 0,94% e as refeições, 0,58%. No geral, os preços dos alimentos continuam pressionados por fatores sazonais e climáticos, embora o cenário climático deste ano seja menos severo do que em temporadas anteriores, o que pode proporcionar um alívio nas próximas semanas.