A Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (Alego) tem sido alvo de discussões sobre o número crescente de servidores comissionados, com opositores criticando o suposto inchaço da máquina pública. No entanto, o presidente da Casa, Bruno Peixoto, defende o modelo adotado, que prioriza a contratação de mais servidores com salários menores, em contraste com o que ocorre em outras assembleias, que optam por reduzir o número de funcionários e aumentar os salários. Segundo Peixoto, essa estratégia resultou em uma economia de R$ 400 milhões e coloca a Alego entre os estados com menores gastos com pessoal, como é o caso de Goiás, que ocupa a nona posição no ranking nacional.
Peixoto também destacou que, embora o número de comissionados tenha aumentado nos últimos anos, isso tem permitido à Alego um funcionamento mais dinâmico e eficiente. A Casa está aberta todos os dias da semana, com uma estrutura de atendimento à população e suporte às atividades legislativas. Para reforçar a ideia de transparência e eficiência, a Alego recebeu o Selo Diamante de Qualidade e Transparência Pública e tem investido em iniciativas como a transmissão de eventos e o desenvolvimento de aplicativos de comunicação direta com a população.
Como parte do esforço para equilibrar a composição entre servidores comissionados e efetivos, a Alego planeja realizar concursos públicos nos próximos dois anos, com a meta de aumentar em 80% o número de servidores concursados. Recentemente, também foram criados 170 novos cargos comissionados, com impactos financeiros previstos de R$ 15 milhões anuais. Peixoto justifica essas medidas como necessárias para acompanhar a demanda crescente por serviços legislativos e manter a eficiência no uso dos recursos públicos.