O texto começa com uma reflexão sobre os desafios impostos pela inteligência artificial (IA) no setor criativo, especialmente na indústria literária. É abordada a crescente preocupação de que as IAs podem substituir escritores humanos, um tema amplamente discutido por organizações como a Authors Guild, nos Estados Unidos. A ideia central é que a IA está se tornando uma ameaça real para profissionais da criatividade, sugerindo até mesmo a criação de um selo para identificar livros escritos por humanos, como forma de garantir a autenticidade da obra.
No entanto, o autor decide inverter a perspectiva, propondo a utilização da IA para facilitar o processo de escrita de um novo romance, como uma forma de testar até que ponto a tecnologia pode realmente remover as dificuldades e complexidades da criação literária. A proposta é ver se a IA pode tirar o “faff” (um termo que denota o trabalho desnecessário e irritante) da escrita criativa, ou seja, se ela pode assumir as tarefas repetitivas e deixar o escritor focado no aspecto mais criativo e original da obra.
A reflexão traz um questionamento sobre os limites da IA na criação literária, apontando para o potencial de transformar o processo criativo, mas também para as preocupações sobre a substituição da mão humana. A abordagem propõe um teste experimental, onde a IA poderia ser usada como uma ferramenta auxiliar na criação de um thriller literário, mantendo, ainda, o papel central do autor na história.